domingo, 26 de fevereiro de 2017

Petrolina feita carnavalesca pelo folião Zé Coelho


Escrevi, Marcelo Damasceno.


 JOSÉ DE SOUZA COELHO um petrolinense tipicamente impregnado, tatuado de festa. Prefeito três vezes de Petrolina deste longínquo trópico do mundo e tão perto muito antes da globalização fosse pelo comércio que José carregara em nome do pai - o coronel Clementino Coelho - na co-gestão das exportações de couro 60 anos atrás. Ou uma globalização precedendo essa diabólica ou divina Internet  abre a fruticultura irrigada.

Do espírito inventivo de JOSÉ COELHO a cosmopolitas Petrolina desagarrava-se do provincianismo geográfico e tornava radiante suas festas. Fosse o reisado legítimo da Vila Moco ou a bandeira do Rosário de Fé e penitência da família Solposto o prefeito José Coelho estava aí.
Mas, nada personificou em "tanto RISO e tanta alegria e mais de mil palhaços no salão(e muito mais ainda nas ruas)" que José Coelho e sua originalidade de fazer a cidade carnavalesca. Era o próprio e autorizado carnaval como recomenda e orienta a doutrina de festa popular sem a fatura corruptível de agenciadores da cara e intolerável esperteza de alguns.
Só eram permitidos na festa momesca as pessoas em fantasia qualquer e marchinhas robustecidas pelo clima ingênuo da melhor manifestação dum carnaval com direito a gente na rua e a preguiçosa quarta-feira de cinzas.

JOSÉ Coelho era esse bloco na rua. Assim como a sociedade carioca atualmente faz com blocos livres e de rua. Isso,  em protesto e irreverência contra o carnaval excludente e mercantilista da mídia movida a grana altíssima. Assim como a "pipoca" dos trios elétricos de Salvador ou alegorias independentes e dos bonecos de Olinda. José Coelho(in memoriam) era partidário do barulho bom e soberano desde o sábado de ZÉ PEREIRA. As máscaras dóceis e próprias do carnaval em nome das batucadas e escolas do majestoso SAMBA CENTENÁRIO. José Coelho tinha esse ritmo dos metais e percussão do carnaval de rua.
E num dado momento da história densa e folclórica de Petrolina a percepção popular de JOSÉ COELHO contagiava esses dias da folia petrolinense também nos salões do Petrolina Clube ou 21 de Setembro. Mas era um carnaval integrado e sem corda e sem camarote colunável. O carnaval da origem defendido e tocado por seu folião símbolo - José Coelho - que acordava a cidade. A festa lhe recebia pois sabia que podia contar com muita gente desde seu bloco de rua e com fantasia de Carnaval.
Como os tempos mudam de lugar e de gente não somos anacrônicos. Petrolina sempre saudou toda e quaisquer inovações.

Petrolina, Pernambuco, a cidade,  é muito vaidosa dessa sua onda pelo novo. E muito mais ciumenta por sua história e "as coisas velhas que também são boas" lembra o poeta Belchior. José Coelho nasceu sob esse signo da contagiante coalizão de Carnaval. Os "ensaios" com sua orquestra móvel de carnavais, exibiu o gosto da terra matuta e marcada pela caatinga das rodas de São Gonçalo e forró a um passeio com o rei Momo.

NET
IMAGENS.

Prefeito três vezes de Petrolina - JOSE DE SOUZA COELHO.

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