sábado, 7 de janeiro de 2017

João Gilberto igualmente a todo baiano


Escreveu, Marcelo Damasceno Barbosa



  A Bahia mística escolheu em sua infinita "Tenda dos milagres" gente e livros a mancheias pelo comunista bíblico, Jorge Amado. Um intricado meio de formar etnia à flor da pela e e ligar para imprimir hábitos no mundo todo. A Bahia começou com uma missa e depois estendeu sua terra penitente aos cânticos do poeta Castro Alves demolindo a legalidade infame do pelourinho que linchou uma nação preta e carregada de culinária em tabuleiros que a "baiana" tem. Fez-se as luzernas sue profetizaram trios elétricos. De Dodô e Osmar.

  A Bahia deu Tropicália pra todos. Todos os Santos e encantos de axé e Caetano e Gilberto Gil. O afoxé se encarregou da voz lírica e canônica de Maria Bethânia com os terços de dona Canô.
Gal Costa a perfumar com sorte todos os filhos de Gandhi. A Bahia todo dia nasce com novos Baianos em rebeldes pandeiros. E cabelo duro que gosta de pentear a vida.

  A Bahia parece um feriado mas estende imensa liturgia em Direito e mandamentos testamentários a cada parágrafo e artigo tá tudo por seu filho de Haia, Ruy Barbosa sem liminares e sem casuísmos. Sem dispositivos em proveito próprio. A banca jurídica lhe deve menção epistolar do que cabe da mesma forma em fóruns da humanidade subdividida em cidadanias medidas com moeda e poder.

  Por fim, a Bahia carnavalesca e dos orixás em profusão e tantas escadarias quis que sua Bossa fosse Nova, fosse excêntrica e carregada de cais e Rio São Francisco. João com sintaxe nas cordas vocais e gramática nas cordas em partituras de ouvido. E um "pouquinho de Iaiá, Ioiô".De Juazeiro, com batidas em todas as línguas e emoção de amar é somar igual. E morrer desafinado sempre por Juazeiro que é Bahia com João e Gilberto em casa ou Nova Iorque. Desde Ivete Sangalo em sua incontida vontade vocal a nós enfeitar no ciume fugidio do nosso último e enfim, João Gilberto. Pra ver a Bahia cantar. Bahia em aquarela cosmopolita do violão ribeirinho feito João.

FOTOS-João Gilberto/Ponte Presidente Dutra/texto do jornalista
#marcelodamascenoemdia

Um comentário:

  1. PERFEITO, SE NÃO FOSSE O TÍTULO. ����������

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